domingo, 31 de agosto de 2008

Matizes do amor

O amor é isso. O amor é aquilo. Tantos e tantos, cada um a seu modo, já tentaram definir / traduzir esse sentimento.

Magistralmente Camões o interpreta como sentimento das contradições:

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

Já Adriana Calcanhoto nos apresenta o amor como sinônimo de complemento:

Futebol sem bola
Piu-piu sem Frajola
Sou eu, assim, sem você...

Bom seria se o amor fosse sempre assim como canta Roupa Nova:

Amar!
É envelhecer querendo te abraçar
Dedilhar num violão
A canção prá te ninar
Suspirar sem perceber
Respirar o ar que é você
Acordar sorrindo
Ter o dia todo prá te ver...


Mas, não raras vezes, é assim que ele se apresenta:

De tarde quero descansar, chegar até a praia
Ver se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras.
Sei que faço isso para esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora

Pois é, o amor reúne essas e tantas outras coisas...

3 comentários:

Maiara Bonfim disse...

Ixiii...

Definitivamente o amor é plural, nunca singular!

Principalmente se o final quiser ser feliz. Aí tem que ser plural, mas finito e par: DOIS!

Boa reflexão, Dani!
:)

Louise Cardeal disse...

por isso que eu prefiro a descrição daquele menino do Caldeirão do Huck: "O amor é uma dor"
HAUHAUHAUHAUHUAHUAHUHAUHA

(seria cômico mesmo se não fosse trágico ¬¬)

hyrobr disse...

Acho que não cabe mais palavra alguma.
Mas confesso que este da Louise resume bem tudo isto..kkkkkkkkkkk
bjaum!!!

Charon Nascimento