terça-feira, 14 de julho de 2009

Alambique do amor (2)!

Como imaginava, o porre de fato aconteceu! Naquele dia, bebi como nenhum outro dia em minha vida. Mas os efeitos daquela bebida sobre o meu organismo me surpreenderam.

Das outras vezes já estava acostumada a uma ressaca moral de tamanha ordem que a dor de cabeça que as bebidas causavam tornava-se até imperceptível.

Confesso que o costume dessa sensação já havia adormecido outros tipos de efeito que o álcool poderia causar, mas aquela bebida se apurou de tal forma que a sensação por ela causada era de euforia.

Confesso, ainda, que essa bebida havia quebrado minha abstinência. No dia seguinte, ansiosa por mais uma dose, fui ao trabalho de meu pai.Há muito tempo não visitava o alambique , pois aquele espaço exalava um cheiro que me seduzia para um mundo do qual eu não queria mais fazer parte. Era um local contraditório, pois lá se encontrava o que eu mais desejava e aquilo do qual e também queria fugir.

Mesmo contrariada fui até lá, afinal aquela bebida havia despertado outros desejos, que eram difíceis de entender e também de explicar. Mas que eu queria alimentá-los.

Então, mesmo com todo medo daquelas estranhas sensações, como quem vai com toda sede ao fundo do pote eu investi, acreditei, fui! Os amigos, como sempre presentes nesses momentos, amenizaram o medo e aumentaram a minha confiança para retornar àquele lugar, já que torciam para que aquela bebida fosse meu único vício, afinal nunca haviam percebido em mim tamanha alegria e vivacidade.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Alambique do Amor


Sempre quis levar um porre daqueles homéricos, cuja dor de cabeça no dia seguinte fosse insuportável. Já havia provado de vários tipos, sabores sem fim. Já havia feito as mais variadas misturas, mas nenhuma delas, até então, havia despertado o desejo de repetir a dose. Era uma, duas no máximo!


Tal situação já havia suscitado comentários de meus amigos mais próximos. Mas o que eles mal sabiam era que desde cedo eu havia descoberto o segredo de uma boa bebida, afinal minha família era dona de um alambique.


Ainda na adolescência provei uma dose de algo que me fascinou em termos de sabor e suavidade. Decidi, então, que o meu primeiro porre seria com aquela bebida. Resolvi guardá-la para o momento adequado. Sabia que ainda não era o momento certo, afinal ainda precisava apurar o seu sabor. Assim como, eu necessitava apurar o meu paladar para melhor degustá-la.


Para tomar essa decisão, segui os conselhos de meu pai, mestre nesses assuntos, que uma vez me disse: quanto mais antiga, mais apurado é o seu sabor. Acreditei nessa idéia e durante um bom tempo, provei outras bebidas, mas nenhuma outra havia conseguido despertar sequer semelhante sensação.


Certo dia, em uma ocasião especial, tinha que fazer aquele brinde, afinal não há melhor momento para degustar uma boa bebida que uma reunião entre amigos. E aquela bebida que estava guardada há alguns anos, saltava aos meus olhos, despreendendo um aroma fascinante e sugerindo que o seu sabor estaria ainda melhor.


Após a primeira dose, a sensação obtida foi muito mais intensa que a da primeira vez. E naquele dia eu tomei o meu primeiro porre de AMOR.

domingo, 5 de julho de 2009

À vocês!


Algumas vezes as palavras costumam me abandonar. Esses momentos são aqueles que, geralmente, estão recobertos de felicidade e alegria! E o dia 04 de julho de 2009, com certeza foi uma dessas ocasiões.

Palavra alguma hoje conseguiria sintetizar minha alegria pelo convite, por esse glorioso momento que vocês me convidaram a testemunhar.

Testemunhar o encontro de uma das orquestras mais perfeitas que Deus pode criar: O AMOR!! – Ou para ser mais clara, o encontro de Adeildo e Luciana!

O encontro perfeito: voz e violão!

O equilíbrio ideal: serenidade e vivacidade!

Um instrumento que se afinou a mais bela melodia.

Meus amigos, imensamente feliz por vocês!

FELICIDADES!!!

domingo, 14 de junho de 2009

Inexplicável!

Você que tanto quis. Eu que tanto esnobei. Nós? Um nós que passou a existir antes mesmo que soubéssemos . Um Nós que nós nunca entendemos. O tempo passa. Outras histórias interferem. Os nossos caminhos encontram-se e se desencontram. Os nossos corações respondem.

Você que sempre volta sorrindo e me diz: eu vou tentar fazer você feliz nem que seja pela última vez..

Hoje, depois de tanto tempo, tudo é muito estranho. Essa nossa história. Eu ter negado tanto sentimento. Você ter negado tanto amor.

Uma história que parecia desde o começo ter seu espaço reservado.Termina-se uma história que mal começou e começa outra que parece nunca haver terminado!

domingo, 3 de maio de 2009

Jardins e Perfumes de Sim


Simplesmente, “As Rosas Não Falam”. Mas, “Ainda Bem” que esta “Força que Nunca Seca” não hesitou em nos presentear com alguém que pudesse dizê-las em lindas canções. Falo aqui de Vanessa da Mata, que no dia 04 de Maio lança o seu primeiro DVD, “Jardim e Perfumes de Sim”.


E, como que revelando algo que deseja ser mostrado, fala-nos Vanessa em entrevista ao site Multishow, contando do processo de criação do seu trabalho, e diz: “As músicas têm vida própria. Elas esperam o momento certo para se encaixar”. Neste mesmo espírito que a artista mato-grossense gravou o seu primeiro dvd num show, ao vivo, no centro histórico da colonial cidade de Paraty, no Rio de Janeiro, em novembro passado. Trabalho que, ainda, conta com a participação dos jamaicanos Sly e Robie.


Num cenário coberto de rosas e flores trançadas pela própria artista, e com um banho de chuva na hora certa, a cantora revisita sucessos dos seus três álbuns como “Ainda Bem”, “Ai, Ai, Ai”, “Amado”, “Boa Sorte/ Good Luck” e “Ilegais”, canções que segundo ela dizem muito de sua carreira até o momento atual. Bem como, reinterpreta o clássico “As Rosas Não Falam” de Cartola, e “Um dia, Um Adeus” de Guilherme Arantes, além da inédita música “Acode”. Certamente, “Jardim e Perfumes de Sim” é uma larga demonstração do amadurecimento do seu trabalho com a nova música popular brasileira.
Obs.: Esse não é de minha autoria, embora pareça.
Confira!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Amor desbotado


Lembra daquele nosso quadro colorido?

Ele mesmo!

Nunca tivemos dons natos para as artes plásticas, mas desde o dia em que nos conhecemos havíamos combinado algo. Lembra?

Combinamos que aos poucos, mesmo com as dificuldades, pintaríamos a nossa história, escolheríamos os tons das tintas, tamanho da tela, enfim, tudo ao nosso modo.

Os matizes do nosso amor emitiam tantas luzes, que os tons escolhidos foram os mais quentes. A nossa vida transformou-se em uma verdadeira aquarela.

Resultado: uma cena de amor tão singular, tão bonita que nenhum artista jamais ousou imaginá-la. Durante um bom tempo nos consagramos como artistas do amor e da vida.

Todos que o viam ficavam deslumbrados, afinal nunca haviam visto algo igual. O nosso quadro de amor despertou tanta inveja que, aos poucos, aquele brilho que possuía foi desgastando-se e aquelas cores quentes que, a princípio, estavam presentes, aos poucos, se converteram em cores frias. Com isso nosso amor foi esfriando, desbotando...

Hoje, esse amor transformou-se em um retrato em preto e branco que está guardado apenas como lembrança de uma época em que fomos felizes.

domingo, 5 de abril de 2009

Palavras impagáveis


Eu que sempre tive tanta facilidade com as palavras, hoje, elas me abandonaram. Mas isso não é sinônimo de tristeza, e sim motivo de extrema alegria. Alegria pela singularidade do momento. Poucas vezes encontrei-me diante dessa situação.

Talvez uma opção seria criar algumas palavras novas que me ajudassem a expressar o quanto eu sou grata a Deus pela família que me deu e pelos amigos com os quais me presenteou.

Amigos inestimáveis! Impagáveis pela singularidade de cada um. Cada qual ao seu modo, contribuindo para me fazer um pouquinho mais feliz.

Depois desse momento maravilhoso que foi a comemoração do meu aniversário, com direito a antes, durante e depois, só me resta agradecer a todos vocês que contribuíram para que essa comemoração de 2009 fosse única e inesquecível!!